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Publicado em 30/11/2012

Programa Estadual Rio Sem Homofobia debate práticas de atendimento voltadas a adolescência

Seminário organizado pelo Centro de Referência da Cidadania LGBT Capital reuniu advogados, psicólogos e assistentes sociais na UERJ

 

A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, através da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Laboratório Integrado em Diversidade Sexual, Políticas e Direitos (Lidis), realizou, ontem (29), o 1º Seminário "Diversidade sexual e identidade de gênero: refletindo sobre as práticas voltadas ao adolescer", que promoveu um debate sobre a temática LGBT e as práticas de atendimento a adolescentes. O evento aconteceu em um dos auditórios da UERJ.

A mesa de abertura do seminário teve a presença de autoridades e pesquisadores, como o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento; Guilherme Almeida, professor adjunto da Faculdade de Serviço Social da UERJ e coordenador adjunto do Laboratório Integrado em Diversidade Sexual, Políticas e Direitos; Almir França, coordenador do Centro de Referência da Cidadania LGBT – Capital; Maria Teresa Lopes, presidente da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) e Alexandre Azevedo de Jesus, diretor do Departamento Geral de Ações Sócio Educativa (Degase).

Almir França abriu a mesa agradecendo a presença de todos no evento, o qual é o primeiro organizado pela equipe do Centro de Referência da Cidadania LGBT – Capital. Ele ainda ressaltou a importância da realização do seminário na UERJ, “uma grande parceira na discussão e nos avanços para a população LGBT”.  Maria Teresa Lopes, presidente da Fundação para a Infância e Adolescência ressaltou a complexidade dessa fase da vida: “é na adolescência que a orientação sexual começa a se manifestar e muitos jovens ainda não sabem o que fazer em relação a isso. Conversar sobre esse assunto é necessário para que meninos e meninas possam viver sua sexualidade, seja ela qual for, com menos conflito e mais harmonia. A FIA quer trabalhar cada vez mais próxima da SuperDir para proporcionar isso”, destacou.

Diretor do Departamento Geral de Ações Sócio Educativa, Alexandre Azevedo de Jesus, falou sobre a parceria do Degase com o Programa Estadual Rio Sem Homofobia: “essa parceria foi uma felicidade muito grande. Existe uma série de saberes, muito bem trabalhados pela equipe do Rio Sem Homofobia, que foram fornecidos aos servidores que trabalham com a sócio educação para adolescentes, de forma que nós possamos entender todas as orientações sexuais, respeitando as individualidades, em um processo de construção do respeito ao ser humano”. O Rio Sem Homofobia participa de um Grupo de Trabalho do Degase, que visa a regulamentação das visitas íntimas de adolescentes.

Ao todo, o seminário contou com três mesas de debates, que discutiram as transformações corporais vivenciadas pelos jovens, os direitos sexuais na adolescência e a relação desses adolescentes com suas famílias. As mesas foram compostas por advogados, psicólogos, assistentes sociais, gestores e servidores públicos, que atuam com adolescentes, com política LGBT, direitos humanos, estudantes e demais interessados.

O Superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos e coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, enfatizou a necessidade desse debate: “esse seminário é o primeiro sobre o tema promovido pelo Governo do Rio e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, através da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e do Laboratório Integrado em Diversidade Sexual, Políticas e Direitos, respectivamente. É de extrema importância discutir os conceitos ligados ao adolescer, à sexualidade e a diversidade sexual. Devemos reconhecer que os adolescentes discutem e praticam a sexualidade. Por isso, é necessário que a gente debata o tema de forma séria, respeitosa e criteriosa, para que possamos qualificar o atendimento aos adolescentes em processo de descoberta da sua sexualidade ou em situações de bulling homofóbico”. Cláudio comemorou ainda a parceria com a universidade: “a parceria com a UERJ é um brinde a politica pública do Rio Sem Homofobia e nos ajuda a avançar cada vez mais na busca pela cidadania da população LGBT”.

 

Informações para imprensa

Márcia Vilella | Felipe Martins

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