Página inicial / notícias / leis e direitos / governo do rio de janeiro

Notícias

Publicado em 11/10/2016

Projeto capacita 1.200 servidores da Fiocruz a respeito da temática LGBT

Formação tem enfoque na população de mulheres transexuais, travestis e homens trans

Em setembro, o Programa Estadual Rio Sem Homofobia, coordenado pela Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos, da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, iniciou a “Jornada Formativa Sobre Cidadania LGBT”, na Fundação Oswaldo Cruz. O projeto terá a participação de 1200 profissionais de diversos setores da Fiocruz, incluindo a direção, equipes técnicas, equipes de vigilantes, portaria e recepção.

A Fiocruz é uma das mais respeitadas instituições de pesquisa em saúde coletiva do Brasil. Nos últimos anos, a fundação ampliou seus estudos voltados para a saúde da população LGBT, necessitando assim estabelecer protocolos e fortalecer a sua cultura de respeito e cuidado a essa população, uma vez que a Fiocruz sempre foi reconhecida pela humanização da recepção e atendimento aos usuários e usuárias.

O objetivo da Jornada é qualificar, informar e formar esses profissionais para as temáticas da diversidade sexual e de gênero, do enfrentamento da homolesbotransfobia e da promoção dos direitos humanos e da cidadania LGBT, ampliando a reflexão sobre a humanização da recepção e atendimento dos usuários e usuárias da fundação, com especial atenção à população de travestis, mulheres transexuais e homens transexuais.

As equipes dos Centros de Cidadania LGBT, formadas por advogadas(os), psicólog(os), assistentes sociais, pedagogas(os), filósofas(os), sociólogas(os) e historiadoras(es), ficarão responsáveis pela aplicação do conteúdo. A capacitação deve acontecer até março de 2017.

“O Projeto JORNADA FORMATIVA SOBRE CIDADANIA LGBT NA FIOCRUZ implementará na prática as orientações das Portarias 1.707 e 457 de 2008 do Ministério da Saúde, que reconhecem a identidade de gênero e orientação sexual como determinantes e condicionantes da situação de saúde, assim como, confirmará a missão da Fiocruz de defesa do direito à saúde e da cidadania ampla e da redução das desigualdades sociais”, comentou Nilo Fernandes, do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e AIDS - INI/FIOCRUZ e membro do GT que organiza o projeto.

“A Fundação Oswaldo Cruz possui extrema importância quando o tema é saúde coletiva e sempre foi uma instituição de vanguarda na área da ciência e da pesquisa e nos últimos anos tem se dedicado à temas relacionados à saúde LGBT. Com essa jornada, queremos contribuir para o melhor andamento desses estudos e para a garantir que o atendimento seja sempre respeitoso e adequado às especificidades dessa população”, comentou Cláudio Nascimento, coordenador do Rio Sem Homofobia e superintende de Direitos Individuais Coletivos e Difusos.