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Publicado em 14/07/2016

Reitor da UFRJ recebe representantes do Programa Rio Sem Homofobia

Universidade e programa devem atuar juntos no combate à violência e à opressão

Na última terça-feira, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Leher, recebeu a equipe do Programa Rio Sem Homofobia, coordenado pela Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, e membras do Conselho dos Direitos da População LGBT do Rio de Janeiro para tratar do estudante Diego Machado, encontrado morto no campus da universidade no dia 2 de julho, e pensar em ações conjuntas para coibir a discriminação e a violência por gênero, raça, orientação sexual e identidade de gênero dentro do campus. Durante o encontro, a universidade e o Rio Sem Homofobia acertaram que irão atuar juntos no combate à violência dentro do campus, através de uma parceria para aprimoramento do Não Se Cale, um canal de comunicação e mobilização interna, lançado em maio deste ano pela UFRJ, para combater o assédio moral e todas as formas de opressão que afetam a comunidade universitária.

No começo da reunião, o superintendente Cláudio Nascimento, que também é coordenador do Rio Sem Homofobia, agradeceu a disponibilidade do reitor e reiterou a importância da universidade dentro do contexto científico e de construção cultural no Brasil. Ele contou também que a universidade e o Rio Sem Homofobia já são parceiros na realização de um curso sobre diversidade sexual, que é realizado para cerca de 200 professores da área de educação da UFRJ na sede do programa. O curso é coordenado pela Dra. Jacqueline de Jesus, da UFRJ. Sobre o caso do estudante Diego, o coordenador informou que acompanha as investigações de perto e que o Rio Sem Homofobia está prestando apoio aos amigos da vítima. Cláudio mostrou preocupação com a existência de grupos conservadores dentro da universidade, que disparam mensagens preconceituosas através da internet contra negros, LGBTs e cotistas.

Já o reitor Roberto Leher destacou a importância da realização da reunião, apesar da triste circunstância. Roberto disse ainda que a universidade tem um papel de protagonista nas políticas de direitos humanos e se orgulha muito disso e que vê com preocupação o avanço do conservadorismo no Brasil.

Ao final do encontro, os presentes já agendaram uma nova reunião para tratar sobre a parceria com o Não Se Cale, que deve ocorrer na próxima semana. O programa foi representado pelo coordenador Cláudio Nascimento; pela coordenadora do Centro de Cidadania LGBT - Capital, Elizabeth Fernandes e pela assessora do CELGBT, Dayana Gusmão. Do CELGBT, foram à reunião a defensora pública, Lívia Casseres; a ativista trans KaKau Ferreira; e a representante da Secretaria de Segurança, Anatália Jacuru.