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Publicado em 15/02/2016

Rio Sem Homofobia recebe passageiro que sofreu discriminação em um táxi

Caso ocorreu durante o carnaval, na saída de um bloco no Centro da cidade

Na sexta-feira (12), o Programa Rio Sem Homofobia recebeu o administrador de empresas vítima de homofobia durante o carnaval no Rio de Janeiro. Ele preferiu não se identificar. O caso aconteceu na saída do bloco “Bunytos de Corpo”, na madrugada da terça-feira de carnaval. Ao programa, ele contou que estava no táxi cadastrado na 99Taxis com seu companheiro, que em determinado momento deitou a cabeça no seu ombro. Ele conta que o motorista, no momento que viu a cena, pediu que os dois saíssem do carro, pois não permitia essa “perversão” em seu carro. Participaram do encontro o coordenador do Rio Sem Homofobia, o superintendente Cláudio Nascimento; o coordenador do Centro de Cidadania, Ernane Alexandre; e a psicóloga e assessora técnica do programa Elizabeth Fernandes.

Na próxima semana, a vítima registrará ocorrência em uma delegacia no Centro da cidade, acompanhado de um representante do Rio Sem Homofobia, que também se disponibilizou para ajudar o administrador psicologicamente. O programa abrirá dois procedimentos, com base nas leis estadual e municipal que combatem a homofobia (Lei Estadual nº 7041/15 e Lei Municipal n° 2475/96). Além disso, o programa notificará a 99Taxis e a Secretaria Municipal de Transporte, para cobrar esclarecimentos e providências. Foi proposto à vítima que seja aberto um processo por danos morais contra o aplicativo.

“Fiquei muito surpreso de maneira positiva com o atendimento, a estrutura e o profissionalismo do Rio Sem Homofobia. É bom ver o trabalho dessa equipe. Fiquei muito abalado com a situação e ainda estou processando isso tudo que está acontecendo”, contou a vítima.

“A denúncia mostra uma situção de preconceito muito grande e nos causa indignação. Ele relatou que se sentiu muito humilhado e que causou muita raiva a postura do taxista, que disse pra a vítima buscar seus dados no aplicativo, pois sabia que não daria em nada. Ele superou o medo e nos procurou, enquanto órgão oficial, para buscar providências. Isso é muito importante para que a comunidade LGBT entenda que essas situações nunca podem ficar impunes. Precisam ser denunciadas, para que tenham apuração e a punição devida”, comentou o coordenador Cláudio Nascimento.