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Publicado em 16/07/2015

Criação do Centro de Saúde Integral de Travestis e Transexuais avança no Rio de Janeiro

Em reunião, Secretaria de Estado de Saúde se comprometeu à participar do projeto

O secretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Felipe Peixoto, recebeu hoje (15) o grupo responsável pela criação do Centro de Saúde Integral de Travestis e Transexuais do Estado do Rio de Janeiro (CESIT). O encontro foi articulado pela deputada estadual Martha Rocha e pelo superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, e coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, e foi realizado no gabinete do secretário. A reunião teve como objetivo apresentar a proposta de criação do CESIT e os avanços já conquistados. Participaram também o superintendente de Saúde da UERJ, Dr. Edmar Santos; o coordenador das cirurgias do processo transexualizador do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), Dr. Eloisio Alexander; a diretora do HUPE, Dra. Terezinha Maeda; e a subsecretária de Atenção Básica da SES, Marina Almeida.

Durante a reunião, Cláudio Nascimento apresentou a proposta de criação do CESIT, elaborado em conjunto pela SEASDH, por profissionais e técnicos do HUPE, por ativistas LGBTs e por usuários e usuárias travestis e transexuais do sistema de saúde estadual. O Centro será implantado na Policlínica Piquet Carneiro, no Maracanã, e realizará todo o atendimento ambulatorial do processo transexualizador e de readequação à identidade de gênero. O superintendente também informou que o CESIT será cadastrado no Fundo Nacional de Saúde, a fim de obter recursos para o projeto. Outro avanço destacado na reunião foi a conquista de duas emendas orçamentárias: uma de R$760.000 da deputada federal Jandira Feghali e outra de RS2.174.000 do deputado federal Jean Wyllys. O recurso será utilizado em obras de infraestrutura e compra de equipamentos.

O grupo destacou a necessidade de uma pactuação com a SES para o auxílio na solução de algumas questões determinantes para o andamento e implementação do projeto, como o fornecimento de profissionais para atuar no Centro, como endocrinologistas, enfermeiros, entre outros; o acesso à distribuição de medicamentos, principalmente hormônios; a inclusão do CESIT no Sistema Único de Saúde; a aprovação do Centro junto à Comissões Intergestores Bipartites do estado do Rio de Janeiro, entre outras questões.

Ficou definida a criação de um Grupo de Trabalho, composto pelos participantes da reunião, para por em prática as solicitações feitas durante o encontro. O GT se reunirá pela primeira vez na sexta-feira da próxima semana. Foi determinado o prazo de dois meses para o grupo sistematizar essas soluções e apresenta-las ao secretário Felipe Peixoto.

“Essa foi uma reunião histórica, que contou com a presença de setores do poder público estadual e da sociedade civil, para avançar numa agenda ligada à saúde das pessoas travestis e transexuais. Um passo fundamental para a articulação das diferentes áreas, visando implementar um serviço de qualidade e integrado ao SUS, que unirá diversos serviços e atuará na formação de novos profissionais para atuar com essa população. Com isso, acredito que podemos, em cerca de dois anos, zerar a fila de pessoas habilitadas para a realização da cirurgia de readequação de sexo no Rio de Janeiro. O Rio Sem Homofobia está muito contente em contribuir para essa construção”, comemorou Cláudio Nascimento.

Também compareceram à reunião, a assessora de saúde e cidadania LGBT da SuperDir, Elizabeth Fernandes; a assistente social do processo transexualizador do HUPE, Márcia Brasil; a ativista transexual, Kathyla Katherine; o coordenador do comitê de saúde LGBT, Andre Feijó; assessor de gestão de participativa da SES, Celso Vergne; e a assessora de humanização dos serviços da SES, Tatiane Clarkson; entre outros.


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