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Publicado em 27/03/2015

Programa Estadual Rio Sem Homofobia discute com a divisão de homicídios da Baixada Fluminense crimes homofóbicos ocorridos na região

Representantes do programa e do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Rio de Janeiro se reuniram com o delegado da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense

Na última terça-feira, 24, Cláudio Nascimento, superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, e os coordenadores do Centro de Cidadania LGBT – Baixada I, Sharlene Rosa e Ernane Alexandre, se reuniram com o delegado da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, Fábio Cardoso, para tratar dos crimes motivados por homofobia que ocorreram na região entre 2011 e 2015 e que ainda estão sendo investigados. O objetivo do encontro foi solicitar informações a respeito dos casos e pedir que as investigações sejam aceleradas. No total, desde 2011, 13 casos foram registrados na região e apenas um teve as investigações concluídas e os criminosos apreendidos. 

Também participaram da reunião a dra. Bianca Contani, técnica jurídica do Centro, o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, Julio Moreira, e os coordenadores da Coordenadoria Municipal da Diversidade Sexual de Mesquita, Marisa Justino e Neno Ferreira. Os delegados regionais das 54ª, 55ª e 56ª Delegacias de Polícia de Belford Roxo, Queimados e Comendador Soares, respectivamente, também compareceram ao encontro.  

Dos 13 casos, quatro ocorreram após janeiro de 2014 e estão sendo investigados pela DHBF. Entre os crimes, está o assassinato das transexuais Niquele e Nicolle, que ocorreu em Nova Iguaçu. Foi feito o pedido de prioridade para o caso. Testemunhas que estavam no bar onde ocorreu o crime já foram ouvidas. A polícia aguarda agora novos depoimentos de amigos e familiares das vítimas e de pessoas que estavam próximas ao local do ocorrido. O caso do homossexual Jair José Correa é o único que foi solucionado. Ele foi assassinado com facadas por dois jovens menores de idade em sua casa em Piabetá. Os criminosos confessaram o crime e foram apreendidos. 

Os nove crimes registrados antes 2014, ano da inauguração da DHBF, estão sendo tratados nas delegacias regionais. Na próxima semana, será agendada uma reunião entre o Rio Sem Homofobia e o delegado Ricardo Dominguez Pereira, diretor da Delegacia Geral da Baixada Fluminense, departamento onde estão inseridas as 3 delegacias envolvidas nas investigações desses crimes. 

“A Polícia Civil é uma grande parceira do Programa Estadual Rio Sem Homofobia e confiamos no trabalho da equipe DDH e da DPGB. Esses crimes devem ser elucidados e os culpados presos o mais rápido possível. A Baixada Fluminense precisa dessa resposta para a sua população, mostrando que a homofobia não é mais tolerada na região”, destacou Cláudio Nascimento.