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Publicado em 19/02/2014

Reunião decide policiamento especial para o público LGBTs no carnaval

A ideia é alinhar planejamento da Polícia Civil com o programa desenvolvido pelo Rio Sem Homofobia

chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, o sub-secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Pedro Fernandes, e o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos coordenador do Programa Estadual Rio Sem HomofobiaCláudio Nascimentoreuniram-sena manhã desta quarta-feira (19), no prédio da Chefia de Polícia Civil, no Centro do Rio, para tratar sobre o esquema de policiamento especial para a população LGBT no carnaval.

“A ideia do encontro é que a Polícia Civil possa alinhar o seu planejamento para o carnaval com o desenvolvido pelo programa Rio Sem Homofobia. Não só com o que já foi realizado no ano passado, mas com as novidades deste ano”, destacou o chefe de Polícia Fernando Veloso.

Para o delegado Fernando Veloso, a parceria entre a Polícia Civil e o Rio Sem Homofobia é fundamental para garantir os direitos do público LGBT. “Tem muita gente que ainda acha que tem mais direito do que os outros e exercer o trabalho de polícia judiciária, nestes casos, torna-se ainda mais difícil . A avaliação do delegado de polícia tem que ser serena, equilibrada, não pode tender nem para um lado nem para o outro, independente da orientação pessoal de cada indivíduo. Para que isso aconteça é muito importante essa parceria”, finalizou ele.

O coordenador do programa Rio Sem Homofobia ressaltou a importância da integração com a Polícia Civil. “Nós nos sentimos muito felizes em ter essa relação com a Polícia Civil, que já passou do campo filosófico. Hoje, concretamente, temos delegados que nos ligam para tirar dúvidas, para que possamos ajudar com testemunhas de um determinado caso. No Interior, temos visto uma parceria entre a delegacia local e o ativismo das comunidades LGBT da região. Isso só é possível porque tem uma legião de pessoas que querem fazer a realmente a diferença”, afirmou Cláudio Nascimento.

“É fundamental o papel que a Polícia Civil cumpre. Hoje  é referência no país inteiro. O Rio de Janeiro tem dado demonstração de que é possível sim fazer uma ação de segurança pública, com cidadania.”, emendou o coordenador.

Ainda segundo Claudio Nascimento,  a diferença no planejamento para esse ano está na concentração do plantão de carnaval do Rio Sem Homofobia no Centro do Rio: “Compreendemos que 80% do carnaval gay se concentra na capital, entendemos que era melhor juntar todo o nosso plantão no Rio de Janeiro e se tiver uma situação em outro lugar, sai uma equipe daqui para resolver”, explicou. 

 

Texto: Camila Donato/ASCOM PCERJ

 

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