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Publicado em 29/11/2013

Membros do grupo de trabalho que elaborará o Centro Integral de Saúde de Travestis e Mulheres e Homens Transexuais são empossados na UERJ

Centro deve ser inaugurado no primeiro semestre de 2014

Tomou posse ontem (27), em cerimônia realizada no auditório da reitoria, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o Grupo de Trabalho que elaborará as diretrizes da criação do Centro Integral de Saúde de Travestis e Mulheres e Homens Transexuais do estado do Rio de Janeiro. A posse contou com a presença do reitor da universidade, Ricardo Vieiralves, do vice-reitor, Paulo Roberto Volpato, e do coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia e superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Cláudio Nascimento.

Após ser empossado, o GT se reunirá nos próximos meses para produzir um conjunto de diretrizes que vão orientar a produção do projeto de implantação do centro. O grupo será composto por dezesseis pessoas, entre elas o reitor e o vice-reitor da UERJ, o coordenador do Rio Sem Homofobia, representantes do Laboratório Integrado em Diversidade Sexual, Políticas e Direitos (Lidis) da universidade, profissionais do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), membros do Conselho de Direitos da População LGBT do Estado do Rio de Janeiro, ativistas travestis, mulheres e homens transexuais. O Centro Integral de Saúde de Travestis e Mulheres e Homens Transexuais deve ser inaugurado no primeiro semestre de 2014.

“A meta é que com essa iniciativa consigamos atender às demandas das travestis, mulheres e homens transexuais do nosso estado, que lutam todos os dias por um atendimento adequado nos serviços públicos de saúde. Vamos trabalhar para integrar as diversas áreas da saúde e incluir as perspectivas de cidadania para essa população”, destacou Cláudio Nascimento.

Essa é a primeira vez que uma universidade sediará um grupo de trabalho desse tipo e criará um Centro de Saúde destinado a travestis e transexuais. “É necessário trazermos para o seio da formação universitária as questões relacionadas à temática LGBT, que são importantes para a construção da cidadania. Não há possibilidade de cidadania plena, se houver discriminação. A UERJ deve atuar em prol dos direitos dessa população, enquanto formadora de uma elite intelectual”, ressaltou Ricardo Vieiralves, reitor da universidade.

O grupo foi criado através da Portaria nº 447, publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro no dia 11 de novembro. A ideia de criação do Centro Integral de Saúde de Travestis e Mulheres e Homens partiu de uma audiência pública realizada em agosto do corrente ano, onde participaram representantes de movimentos sociais, travestis, mulheres e homens transexuais, especialistas da área de saúde, membros do CELGBT, o Rio Sem Homofobia, da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e a UERJ. Na ocasião, foi discutida a dificuldade enfrentada por travestis e transexuais para ter acesso aos serviços públicos de saúde e ao processo transexualizador, realizado pelo Hupe.

 

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