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Publicado em 23/09/2013

2° Batalhão da Polícia Militar, em Botafogo, recebe a primeira etapa do projeto “Homofobia, cidadania LGBT e práticas policiais”

Atividade faz parte da “Jornada Formativa de Segurança Pública e Cidadania LGBT”, que capacitará 7.200 policias civis e militares do estado do Rio de Janeiro

Na quinta-feira, dia 19 de setembro, teve início o projeto “Homofobia, cidadania LGBT e práticas policiais”, que capacitará policiais militares do estado do Rio e faz parte da “Jornada Formativa de Segurança Pública e Cidadania LGBT”, lançada em junho pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, através do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, através da Subsecretária de Educação, Valorização e Prevenção.

O 2° Batalhão da Polícia Militar, localizado em Botafogo, recebeu a primeira etapa do projeto. Cerca de 60 policiais militares assistiram, pela manhã, à palestra da coordenadora do Centro de Cidadania LGBT da Capital, Sheila Corrêa, que representou o Rio Sem Homofobia nesse encontro. Entre os temas tratados pelo programa estão conceitos relacionados à população LGBT, as maiores demandas dessa comunidade, os direitos já conquistados e orientações para um atendimento policial mais adequado e respeitoso junto aos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

Tatiane Curi, coordenadora da Subsecretaria de Educação, Valorização e Prevenção, destacou a relevância de mais essa parceria entre as secretarias: “a importância de mais essa parceria entre SESEG e SEASDH, no âmbito do programa Estadual Rio Sem Homofobia, que promove essa jornada, é deixar, cada vez mais, os profissionais de segurança do nosso estado informados acerca dos serviços de atendimento aos LGBTs, seus direitos e sua cidadania, além de orientar sobre as particularidades dessa população. Dessa forma, os policiais militares ficarão mais preparados para prestar um atendimento adequado, respeitando a diversidade existente na população do nosso estado. Esses profissionais são os verdadeiros promotores e defensores dos direitos humanos”.

Para Sheila Corrêa, a troca de experiências entre o Rio Sem Homofobia e os policias militares é essencial para o combate efetivo à homofobia: “eu entendo essa atividade como uma troca. Nós aprendemos muito com os policiais militares, que atendem e defendem a população no seu dia a dia de trabalho. O que nós queremos é informá-los e sensibilizá-los sobre a temática LGBT, para que os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais possam ter acesso aos seus direitos. Essa primeira aula foi excelente. A turma participou, questionando bastante, trazendo sua experiência e recebendo as informações e conhecimentos adquiridos por nós, no nosso cotidiano de trabalho no Rio Sem Homofobia”. A coordenadora destaca ainda que já recebe um retorno positivo dos usuários do CC LGBT Capital, no que diz respeito à atuação dos profissionais de segurança do estado: “a avaliação é sempre positiva. A população nos procura para dizer como está sendo o atendimento e esse feedback justifica a realização dessa atividade. Além disso, os PMs já encaminham a população LGBT para o nosso Disque Cidadania 0800 0234567. É essa a resposta que queremos. Nosso objetivo é fortalecer essa parceria, que já é bem sucedida.”

O superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, acredita que, ao final do projeto “Homofobia, cidadania LGBT e práticas policiais”, os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais do estado estarão mais protegidos e os nossos profissionais de segurança, mais sensíveis e preparados: “essa parceria entre SESEG e SEASDH é de suma importância para a realização do trabalho do Rio Sem Homofobia. Os policiais militares estão na ponta do atendimento à população, defendendo diretamente seus direitos”.

Entre agosto e setembro, o Rio Sem Homofobia promoveu um outro projeto semelhante, chamado “Jornada ACADEPOL de Formação para a Promoção da Cidadania LGBT, da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos”, que orientou os 1.200 policiais civis em formação no Rio de Janeiro. Essa atividade também faz parte da “Jornada Formativa de Segurança Pública e Cidadania LGBT”. “Já concluímos o projeto com a Polícia Civil, onde participaram os 1.200 novos inspetores e delegados em formação na ACADEPOL, e agora iniciamos mais uma etapa dessa grande jornada, dessa vez com a PM”, concluiu o superintendente. Ao todo, serão cerca de 40 encontros, ao longo de quase sete meses.

Informações para imprensa

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