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Publicado em 11/12/2011

Funcionários dos Restaurantes Cidadão terão curso de capacitação LGBT

A Superintendência de Segurança Alimentar, em parceria com a de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, ambas vinculadas à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, vai dar início ao projeto de qualificação para os funcionários dos Restaurantes Cidadãos - atendimento cidadão para LGBTs. O primeiro a receber a capacitação será o Herbert de Souza, na Central do Brasil, por ser o equipamento que reúne mais freqüentadores LGBT, com destaque para travestis.

A qualificação tem o objetivo de preparar os trabalhadores dos restaurantes para oferecer um atendimento ao público LGBT, no sentido de ampliar o exercício dos direitos dessa população, e mesmo o acesso a outros serviços com os quais os usuários podem contar dentro dos equipamentos. A união das duas superintendências nasceu da necessidade de minimizar, por meio de processos educativos, os conflitos existentes no ambiente do restaurante.

“Outras parcerias desta natureza podem nascer na SEASDH, de modo a transversalizar as políticas, programas e projetos da secretaria. Nós entendemos que os Restaurantes Cidadão contribuem não apenas para a segurança alimentar e nutricional, mas são inquestionáveis portas de entrada de diversas demandas das políticas sociais abrindo com isso uma possibilidade de atender com maior eficiência a população do Rio de Janeiro”, explicou Claudia Regina, Superintendente de Segurança Alimentar.

“O Programa Estadual Rio Sem Homofobia é uma política transversal que perpassa por várias áreas do governo, inclusive, pelas políticas e programas de assistência social. Com os Restaurantes Cidadãos não seria diferente. Disponibilizamos uma equipe do Centro de Referência da Cidadania LGBT para auxiliar na capacitação dos funcionários que lidam com a população diariamente. Já fomos informados que há uma alta frequência de LGBT e se o Governo mantém uma política específica para esta população, nada mais oportuno que propaguemos o combate à homofobia e a promoção da cidadania LGBT nesses espaços”, afirma o Superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da SEASDH, Cláudio Nascimento.