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Publicado em 14/02/2013

PROGRAMA RIO SEM HOMOFOBIA DISTRIBUI MATERIAL INFORMATIVO NO CARNAVAL

Campanha educativa serve de apoio a policiamento diferenciado voltado à comunidade LGBT

No carnaval do Rio de Janeiro não existe espaço para a homofobia. Essa foi a mensagem amplamente difundida em blocos, bailes, bares e boates do estado, nos dias de folia, pela campanha educativa do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da Secretaria de Direitos Humanos.

Com o tema “No baile da diversidade, discriminação não pode entrar. O carnaval do Rio é sem homofobia”, a iniciativa de promoção dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) distribuiu material informativo com orientações sobre como proceder em caso de violência ou discriminação, além de dicas de saúde e prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

A campanha, que está no seu terceiro ano, contou com cerca de 150 promotores e distribuiu um total de 150 mil cartazes, ventarolas, adesivos e folders bilíngues, além de 150 mil preservativos, em 15 municípios do Estado do Rio, incluindo a capital.

- A campanha contra a homofobia é essencial. Devemos alertar a população de que existem serviços, como o Disque Cidadania LGBT (0800 023 4567), que podem ser acessados 24 horas, em caso de necessidade – explicou o presidente do Grupo Arco-Íris, Júlio Moreira.

Favorável às ações promovidas pelo Governo do Estado, a moradora de Nova Iguaçu, Leidiane Souza, 25 anos, não consegue esconder a sua indignação com certas atitudes preconceituosas “em pleno século XXI”.

- Não deveria mais existir este tipo de discriminação. Cada um faz o que quer da vida – afirmou Leidiane durante o desfile da Banda de Ipanema, na terça-feira (12/02), onde foram distribuídos aproximadamente cinco mil camisinhas, além de panfletos, abanadores e adesivos do Rio Sem Homofobia.

Para o morador de Rondônia, o jornalista Natanael Santos, o investimento em propaganda contra a homofobia e de prevenção às DSTs é de suma importância, especialmente no carnaval.

- Este trabalho é essencial – afirmou Santos.

Segundo o coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, a campanha é um importante instrumento para o êxito das ações de policiamento preventivo e especializado montadas em todo o estado visando à diminuição da violência homofóbica: crimes de ódio, atos de intolerância, discriminação e agressão física. Nas semanas que antecederam o carnaval, cerca de 200 policiais militares receberam capacitação para atender de forma eficaz às demandas da comunidade LGBT. Nos últimos cinco anos, já foram mais de cinco mil capacitados, incluindo policiais civis.

O efetivo trabalhou em regime especial em áreas como a Rua Farme de Amoedo, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, e no entorno do Sambódromo, no Centro. Além da capital, as cidades de Cabo Frio, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Caxias, Maricá, Niterói e Macaé também contaram com policiamento especializado.

- Essa é uma ação intersetorial, assinada pelas secretarias de Assistência Social e Direitos Humanos, Segurança e Saúde, e pelas polícias Civil e Militar. Sem a parceria de todos esses órgãos, não seria possível essa ação tão robusta e de impacto. Isso é um marco histórico, especialmente por termos as duas polícias juntas na campanha contra a homofobia no Rio – afirmou Nascimento.

Fonte: Site do Governo do Estado do Rio de Janeiro